Dois pensamentos
Nadar pelado e melhor que trabalhar de biquini.
(Ocorreu-me assim mesmo, com uma leve distorção de gênero, o que me pareceu abrir possibilidades de interpretação)
***
Um sonho realizado faz bem antes, durante e depois.
Dica de Leitura da semana: CANALHA!

Ele está com tudo!
Sua poesia, descrobri outro dia procurando um presente para uma das poucas pessoas a quem eu presentearia com versos.
Já este livro não é de poemas, mas está cheio de poesia.
Carpinejar (se) mostra um homem que existe, e que atende, às vezes, ao estereótipo, e mais vezes, ao que é velado sobre o sexo masculino.
De vez em quando, parece narrativa feminina. Mas não é. E isso é ótimo!
Os homens deveriam ler e apontar para suas mulheres os parágrafos em que mais riem, de gargalhar ou de leve, como quem se identifica.
As mulheres, idem.
Aprofundando na segmentação 1
Iniciamos na agência, esta semana, um curso sobre segmentação.
Este é de fato um tema que me fascina!
Acredito até que nele descobri a ponte entre as relações internacionais, a ciência política, o marketing, a psicologia, a sociologia, a economia, a estatística e o emaranhado de disciplinas, misto de exatas e humanas, que me despertam interesse.
O primeiro encontro foi para reforçar conceitos básicos do marketing direto.
De cara, fica claro que por mais conhecidos que sejam os alicerces, na prática ficam eles obliterados pelas necessidades cotidianas, pelas limitações orçamentárias (obtusas e contabilizadas trimestalmente), pela lógica comercial do volume.
Outro ponto me chama a atenção toda vez que ouço falar de critérios de segmentação: as pessoas de forma geral estão presas aos mesmos critérios, nem sempre os mais explicativos, nem mesmo os mais disponíveis. E quem ainda não viciou, às vezes inibido pela falta de experiência, pode contribuir significativamente. (E não, não estou falando de mim!)
Aguardo com ansiedade os três próximos capítulos.
Se a coisa continuar como tem sido e eu me animar acho que este será o fio do novelo pra voltar a estudar.
Negociação. Antes, qual seu signo?
Fiz, uma vez mais na vida, um treinamento sobre negociação.
Pra variar, lembrei que sou frouxa...que é fácil fácil me levar no bico...
Não, na verdade, descobri que não me motiva ganhar por ganhar, a competição que muitos atribuem à negociação não me atrai. Sou colaborativa.
Importa-me ser justa. Se puder ajudar, sem sair perdendo, porque não? Se não vou prejudicar ninguém.
Tampouco me importa o passado. As justificativas, os motivos do outro. Não sou ninguém pra julgar. Se der pra fazer, dá. Se não der, não dá! Que importam os motivos de cada um? Também não é uma questão pessoal.
Reforcei o que já sabia: sou racional. Não fico chorando, apelando e não gosto que o façam comigo! Argumentem. Raciocinem. Busquem alternativas! Por favor!
Além disso sou leal. Não engano. Não minto. Não passo pra trás. Talvez seja uma desvantagem, mas gosto de ser assim. (Fora no truco, claro!). Só não quebre a confiança você também do outro lado. Porque se isso acontecer, a coisa toda pode mudar de figura.
Também gosto de pensar no longo prazo. De ser objetiva, deixar tudo escrito e às claras, just in case.
Nunca fiz um mapa astral, mas meu horóscopo (em todas as variações) costuma dizer:
Aquário com sagitário, Lontra, Cão, e outras versões...são signos de pessoas que vêem à frente, futuristas, leais, justas, amigas, etc, etc....
Acho que vou começar a incluir a informação data de nascimento do interlocutor ao me preparar para uma negociação.
Sobre o Tibre
Do outro lado da história - Foro Imperial
Irresistível - Roma
Caricatura em francês
O pensador e a flor- Museé Rodin
Sereio - Place de la Concorde
Meu cartão postal da cidade luz
O Brinde - Le Ciel de Paris
O lindo paradoxo - Notre Dame
Momento - Place des Vosges
Beleza - Paris
Romântica - Bath
Possibilidades à margem do Tâmisa
Dalí Maior
Cupido em céu aberto - Piccadilly Circus
A rosa rosa - Greenwich
London Eye - Perspectiva
Making Money Song - Portobello
Ressurgindo em grande estilo
Agora em setembro de 2009 realizei o sonho de atravessar o Atlântico e pisar a Europa.
O roteiro começou por Londres, justamente a cidade que mais expectativa me trazia.
A cidade é linda, as pessoas são bonitas, educadas e formais, é verdade. Há mais indianos do que esperava - embora eu já os esperasse.
Também há a maior concentração de olhos azuis que já vi.
A comida típica é ruim, mas não faltam cadeias de restaurantes conhecidas.
A bebida é ótima! A Guiness no típico Pub não é gelada, mas talvez por isso mesmo, saborosíssima. E o chá... bem, o chá é um charme!
O fato de haver uma família real é curioso, e mais sentido nos arredores de Londres, como em Windsor.
Os britânicos são como eu esperava que fossem. Há sempre muitas pessoas, de todas as idades, com destaque para os da melhor idade, em toda manifestação artística e cultural. Diga-se de passagem, lá parece fazer sentido dizer "da melhor idade".
Também há uma grande confusão de estilos nas ruas, que convivem bem. Muitas tribos, muitos músicos, muitos imigrantes, muitos turistas.
E, para passar a diante, não posso deixar de reafirmar: adoro o sotaque e o humor britânicos! Mind the Gap!
Paris.
Para ser sincera eu não tinha expectativas em relação à cidade, ela estava no roteiro por conta das recomendações. Lá me surpreendi.
A primeira impressão foi ruim, pois indo de trem do aeroporto à Gare du Nord vê-se o subúrbio, com muitas pichações e depredação.
Porém, logo chegando ao hostel, caminhei até a Torre Eiffel e fiz as pazes com a cidade.
Subi as escadas, tomei um vinho lá em cima e comecei a sessão de fotos. A vista é linda.
Perde só para a vista da noite seguinte, no mais alto restaurante da Europa - Le Ciel de Paris.
Vale dizer que é lenda essa história de que francês não gosta de falar inglês. Eram todos solícitos, quando me viam consultar o mapa na rua, logo ofereciam ajuda e em inglês. Nem davam tempo de eu praticar meu francês de turista!
Paris, no fim de semana, é ainda mais gostosa! Todos vão para ruas e parques. Há manifestações artísticas pra todo lado. E, diferente de Londres, embora tenha um bom metrô, é uma cidade para caminhar.
Dos museus, enquanto a estrutura do Louvre causa admiração, o acervo do D'Orsay é meu preferido, e os jardins do Rodin um paraíso.
Da comida, sempre linda e saborosa, é cara e servida numa quantidade que permite ser magra como as modelos francesas. Fora os croissants, macarrons de pistache e crepes. Esses não são tão ligths, e daria pra comer vários em seguida pois são um desbunde.
Paris é mesmo a cidade da moda. E concentra a maior quantidade de narizes perfeitos que se possa imaginar. Tem parques graciosos e muitas igrejas em destaque.
Para quem não queria ir a Paris, já estou com batante saudades...ficaram para a próxima viagem: Versalhes e um show no Molin Rouge ou no Lido. Daquele, só tenho a foto na faixada e a lembrança da avenida do sexshop e afins.
Do Charles de Gaulle para o Fiumicino, em Roma. As coisas foram aumentando gradativamente: quantidade de turista, volume que as pessoas usam pra falar, fartura de comida...
Roma me pareceu viver do passado e dos turistas. Mas, de fato, a Roma antiga é um espetáculo. Estar ali, ver a grandiosidade de tudo...faz a gente pensar.
Fora isso, o Vaticano e os homens italianos me deixaram um pouco de mal humor.
O que eu resolvi com alguns gelatos e um cacio e pepes - a massa mais simples e mais deliciosa de todas!
Voltei realizada, apaixonada e doida paa programar a próxima viagem.
Os posts que seguirão são algumas das melhores fotos, e menos sacais, com menos cara de album de turista.
Octa!!! O Brasil é Octa!!!
E o Brasil se igualou à Itália em ouros na Liga Mundial de Vôlei.
Tive que voltar aqui para registrar esse momento.
Não é de hoje que me admira que não haja nenhuma manifestação da populção nesses momentos de glória do esporte nacional.
Não foi só o volei que deu show neste fim de semana, coroando a campanha de renovação.
A natação também não fez feio. Mas de modo geral, o brasileiro estava assistindo ao Campeonato Brasileiro de Futebol.
Tudo bem, não é dia de lamento.
Meu post será em homenagem a uma pessoa: o Escadinha. Nosso Serginho, líbero da seleção masculina de voleibol!
Ele não foi eleito o melhor líbero da Liga Mundial deste ano. Na hora, deu vontade de protestar, afinal, todo mundo que acompanha o voleibol sabe que ele é "o" cara, sinônimo da posição. Mas como não vi os jogos do outro, fiquei sem argumentos.
Só entendi quando veio o prêmio mais esperado: o melhor jogador! Não é que um líbero foi eleito o melhor jogador do mundo???
Pra espanto, surpresa e alegria!
Serginho é o melhor do mundo, com um prêmio inédito, num dia em que Bernandinho e toda a sua equipe (em quadra e fora dela) mostram que preparo emocional, respeito e conjunto são mais fortes que virtuose. Pelo menos nos esportes coletivos.
Confeço que diquei com peninha da "Sérbia", afinal faz tempo que eles estão remando...chegando quase lá...e estavam em casa...
Mas é bom demais ver que o volei masculino não só não se abateu com a última Liga e com as Olimpíadas, mas que dá dando aula de transição!
O futebol...ao qual todo mundo assiste...poderia aprender um pouquinho assistindo ao volei também. Só não vão se espelhar nos árbitros (bandeirinhas) da Sérvia! Por favor!
Se bem que até a arbitragem inovou nesta final de Liga de Volei, colocando a tecnologia e a vergonha na cara a favor do esporte.
Engessada*

*Escrito para "Contos da Cultura".
Mariana ia pela calçada com a cabeça nas nuvens, quando um paralelepípedo girou e a levou ao chão. Por sorte já não a podiam ver da Livraria Cultura, que acabara de visitar.
Ela ruborizou e se levantou rapidamente, com ar de espero que ninguém tenha notado. Aliviou-se quando percebeu que os transeuntes estavam muito ocupados com seus próprios umbigos para dar gargalhada de tombo alheio.
Então riu sozinha, e ao mesmo tempo quis chamar atenção, pedir carinho. Mas era forte. E estava muito perto de sua casa. Seu caderno ganhou orelhas novas e uma cicatriz na capa. Nada de mais.
Seu antebraço, por sua vez, a levou ao hospital três horas mais tarde, pois a dor não passava e ele ia se transformando numa coxa roliça. Foi até o hospital mais próximo, acompanhada de sua irmã. Lá, com um grito, colocou o braço no lugar. Ou coisa parecida.
Teve que imobilizá-lo: era a primeira vez que ia colocar gesso!
Anestesiada, pôs-se a imaginar. Como seria divertido deixar as amigas rubricarem seu braço! Quantos recadinhos “te adoro” receberia. Como ficaria tímida quando o gatinho pedisse pra escrever... Como seria legal ter ajuda pra para comer, para arrumar a cama e para tantas outras coisas. Mas...para dirigir? Para se lavar? Quem iria ajudá-la? Seria ridículo chegar ao fórum com aquele adorno inflexível! Ele não ia bem com seus taillers de bom caimento e sapatos de salto fino. Enquanto enrolavam aquela pasta fria em seu antebraço, Mariana se deu conta de que não tinha mais 11 anos, e sim 43. Nada contra os quarenta, mas lhe parecia que certas coisas têm hora pra acontecer na vida e que não combinam nada com outras idades. Achou injusto não ter quebrado o braço aos 11 anos quando isto a tornaria popular! Aos 43, quis abrir um processo. Contra sua idade e as convenções primeiro. Depois contra o responsável pela calçada frouxa. Como advogada só isto a divertiria naquela primeira experiência, além de se contorcer para coçar o cotovelo engessado: transformá-lo em uma indenização.
Em boa companhia*

*escrito para participar do "Contos da Cultura".
Luiza era a única entre os amigos ali que não tinha um bicho de estimação.
Então, pôs-se a pensar em voz alta.
Se eu tivesse um cachorro, ele seria um labrador marrom, e se chamaria Lolo. Como o chocolate. Aliás, não sei porque mudaram o nome do chocolate...Lolo sempre me pareceu mais familiar.
Eu o levaria ao Ibirapuera em tardes ensolaradas e de temperatura amena para ouvir, despojadamente deitado na grama, a orquestra sinfônica do Estado de São Paulo, sob a regência de John Nescheling. Acho o silêncio que os cães fazem ali a melhor metáfora para o respeito que já vi.
Agora, se eu tivesse um gato, seu nome seria um plágio. Não consigo pensar num gato que não seja branco, felpudo e se chame Mingau. Culpa do Maurício de Souza. Fazendo um parêntesis, eu nunca consegui me decidir entre o Menino Maluquinho do Ziraldo e a Magali.
Como acho que os gatos não gostam que os levem pra passear, Mingau seria companhia pra outro tipo de programa. Seria um cinéfilo. Veríamos muitos filmes preguiçosamente estirados no sofá. E ele gostaria mais de Woody Allen. Seria um gato com senso de humor.
Já se eu tivesse um peixe seu nome seria Gorpo. Sabem? É o nome do amigo do príncipe Adam...do He-man. Sempre achei seu nome perfeito para um peixe.
Para o Gorpo eu mandaria fazer uma bolsa de passeio, algo como um aquário portátil. Ele iria sempre comigo à Livraria Cultura. Acho que como os ratos povoam as histórias de bibliotecas, os peixes combinam com as livrarias. Será que o deixariam entrar? Não vejo porque não... poderíamos passar horas discutindo filosofia, arte, literatura...e ele sempre acrescentaria umas bolhas à discussão...
Uma voz interrompe o pensamento.
- Luiza, porque você ainda não tem um bichinho de estimação?
- É que acho mais fácil criar os personagens...e eles me acompanham o tempo todo.
Compilado
Tenho mais lido que escrito (aliás porque, como se pode ver, seria impossível o contrário!).
Então vou fazer uma referência rápida ao que valeu à pena nos últimos tempos:
1. Adaptações de livro para o cinema:
1.1 Assisti a "O caçador de pipas" na TV à cabo. Bem mais leve que o livro, atenuando as cenas mais pesadas do autor, não deixa de nos fazer passar raiva. Raiva do protagonista e até raiva de seu melhor amigo, pela subserviência. O filme, como de praxe, não é
ipsis literis o livro, mas confesso que gostei. Só o ritmo me pareceu inapropriado. Mas a fotografia é linda e realmente a poesia é maior que no livro, que por sua vez foi chocante.
1.2 Ainda não assisti a "o Leitor", mas o farei. Farei por duas razões, ler "The reader" foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos de idiomas. Um livro que faz pensar, mas com narrativa leve. Adorei voltar a ler literatura em inglês. (Embora não possa dizer que fui beber na fonte, já que o original é em alemão). Além disso, Kate Winslet levou a cotada estatueta pela atuação no filme e sua personagem, no livro, é instigante. Mais uma confissão: gosto dessa atriz! Admiro até sua coragem por começar (pelo menos a aparecer para o público em geral) com Titanic.
2. Recomendação:
O livro "Castelo de Vidro" de Jeannette Walls é simplesmente maravilhoso. Para variar terminei em prantos. Mas adoro quando um livro provaca em mim emoções fortes. A história baseada nas memórias da autora, por vezes, faz pensar que aquilo só pode ser ficção. Há um tipo de amor que liga as pessoas que muitas vezes é contestado, que muitas vezes é incompreensível e que muitas vezes se manifesta de formas inesperadas. Este é o tipo de laço que une a "família que aprendeu a criar finais felizes".
3. Observação pertinente: entres idas e vindas nos canais da TV na noite de premiação do Oscar e de desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, uma alegria: Heath Leadger levou postumamente o prêmio de melhor ator coadjuvante! E o melhor da noite na TV sem dúvida foi a performance do "Wolverine".
4. Peço desculpas caso tenho escrito o nome de alguém errado, mas estou correndo, então não vou procurar as referências para possíveis correções. Mas ninguém vai deixar de achar nada mencionado caso queira já que o google dá aquela ajudinha para grafias erradas!
Um beijo e um queijo.